MAÇONARIA
O objectivo da Maçonaria é descrito como sendo um progresso moral dos seus membros e da sociedade por meio de um «sistema de moralidade, velado na alegoria e ilustrado por símbolos». O Professor Langdon faz esta descrição n’O Símbolo Perdido e esta também é uma das definições feitas pelos mações de todo o mundo para explicar as suas práticas secretas. Apesar de os membros responderem a cada regra preestabelecida exactamente da mesma forma que Brown explica n’O Símbolo Perdido — os mações «não são uma sociedade secreta, são uma sociedade com segredos.» — os seus rituais e cerimónias são só para os iniciados, e é por esta razão que os mações têm sido considerados como membros de uma sociedade secreta.
Estes «segredos» estão dissimulados em cerimónias e há um determinado simbolismo em cada um dos rituais. Os motivos são muitos perante a pletora das ordens e dos rituais, sendo que cada uma delas sem dúvida faria com que o professor de simbologia tivesse garantido o seu emprego por muitos e muitos anos!
Estes estranhos símbolos têm muitas vezes significados muito complexos e estes estão sempre envolvidos nas interpretações filosóficas da Maçonaria e das imagens bíblicas. No início do século XVIII, numa reunião estas foram excluídas e eliminadas para salvaguardar os segredos da Maçonaria. Com o devir do tempo, estes símbolos passaram a ser pintados em obras de arte e foram esquecidos, passaram a ser «quadros com pistas», usados para ilustrar as leituras pedagógicas dadas aos iniciados de forma a eles aprenderem os princípios morais que teriam de adoptar.
O emblema do esquadro e do compasso, certamente o símbolo da Maçonaria mais conhecido, é considerado pelos mações como a Estrela de David, representando o mundano e o divino a trabalhar em conjunto. O Templo de Salomão é o tema nuclear dos rituais maçónicos e é atribuída uma especial importância aos dois grandes pilares de entrada para o Templo, conhecidos como Boaz e Jachin. À medida que o candidato cumpre cada uma das cerimónias (também denominadas graus), o símbolo das escadas em caracol é apresentado como uma alusão à escada de Jacob, segundo os místicos, que ligava a terra ao céu. N' O Símbolo Perdido, a escadaria em espiral do Monumento de Washington parece ser uma representação real destas escadas em caracol. De acordo com Kenneth MacKenzie, na sua obra Royal Masonic Cyclopaedia (1977) a seguinte referência às escadas em caracol é a única que provém da Bíblia (Primeiro Livro dos Reis 6:8)
A porta da banda do meio estava à banda direita da casa, e por caracóis se subia à do meio, e da do meio à terceira.
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