MEMÓRIA DE LISBOA - Rómulo de Carvalho

Diz a lenda que o corpo de S.Vicente, trazido de Valência por um grupo de cristãos que quiseram defendê-lo dos sarracenos, foi por aqueles escondido nas escarpas do Cabo Algarvio, então chamado Cabo dos Corvos (hoje Cabo de S.Vicente) pela abundância de corvos que aí poisavam. Afonso Henriques mandou procurar o corpo do santo, o qual, ao ser encontrado, foi embarcado para Lisboa. No embarque ter-se-iam instalado dois corvos, um à proa e outro à popa do barco, e assim se teriam mantido durante toda a viagem.


A imagem de uma carroça de hortaliça na Rua Augusta, fotografada por Rómulo de Carvalho, transforma-se hoje na de uma artéria vedada ao trânsito onde se passeia ou se descansa numa das suas esplanadas. (Gil Montalverne)



Em baixo, mais uma fotografia de Rómulo de Carvalho tirada no Jardim das Amoreiras que hoje tem o nome de outro grande poeta que foi Adolfo Simões Muller.
No local onde existia esta Real Fábrica da Seda está hoje a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. Conservada a fachada exterior mas agora completamente remodelado no interior, é um Centro de Arte e de Cultura, onde se realizam exposições temporárias de enorme valor
.(Gil Montalverne)



Como está diferente a Casa dos Bicos, agora com todos os seus andares, repostos os destruídos no terramoto de 1755, que não se viam no tempo em que Rómulo de Carvalho fotografou.(Gil Montalverne)



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