COMO EVITAR  UM DESASTRE CLIMÁTICO

Bill Gates

Ed.Porto Editora


O mercado rege-se pela lei da oferta e da procura, e os consu­midores têm uma enorme palavra a dizer no lado da procura. Se todos fizermos escolhas individuais que promovam novos hábitos de consumo, podemos alterar as regras do jogo; desde que essas es­colhas se foquem em mudanças capazes de produzir resultados. Por exemplo, se o leitor tiver dinheiro para comprar qualquer equipa­mento capaz de reduzir o seu consumo de eletricidade, faça-o. Vai reduzir a sua fatura mensal e a sua pegada ecológica.

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E como se prepara uma cidade mais resistente às alterações climá­ticas? Para começar, os responsáveis pelo planeamento urbano pre­cisam de ter acesso às projeções e avaliações de risco que os Modelos computorizados nos dão acerca do impacto das alterações climáticas. (Hoje em dia, muitos líderes das cidades de países em desenvolvi­mento nem sequer têm mapas que indicam quais as zonas mais pro­pensas à ocorrência de inundações.) Munidos com os mais recentes dados, os responsáveis pelas nossas cidades podem tomar decisões mais informadas quanto ao planeamento de bairros residenciais e centros industriais, erguer ou expandir paredões, criar sistemas de proteção contra tempestades mais violentas, reforçar os sistemas de drenagem de águas pluviais e elevar portos para se mantenham sempre acima do nível médio das águas.

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Quando nos interrogamos acerca do que podemos fazer para combater as alterações climáticas, pensamos naturalmente em alter­nativas como conduzir um carro elétrico ou comer menos carne. Este tipo de escolha pessoal é importante, por causa dos sinais que envia ao mercado - consulte a secção seguinte para mais informações -, mas a maior parte das nossas emissões de carbono resulta de sistemas muito maiores em que apoiamos as nossas vidas.

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Por exemplo, se alguém acordar amanhã com vontade de comer uma torrada ao pequeno-almoço, precisamos de nos certificar de que existe um sistema montado capaz de fornecer o pão, a torradeira e a eletricidade para a torradeira sem emissões de gases com efeito de estufa. Posto de outro modo, não se resolve o problema das alterações climáticas dizendo às pessoas para não comerem torradas. Porém, pôr este sistema a funcionar requer uma ação política concertada. É por isso que o envolvimento individual no processo político é o passo mais importante que qualquer um de nós pode dar neste combate.

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